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O fenômeno El Niño

     O El Niño é o aquecimento anormal das águas do oceano Pacífico Tropical,
às proximidades da costa do Peru e Equador. O início do fenômeno ocorre
próximo ao Natal, daí o nome El Niño (Menino Jesus), como foi batizado
pelos pescadores locais.
     Relatado pela primeira vez em 1525 por Francisco Pizarro, o fenômeno só
foi associado a parâmetros atmosféricos em escala global por volta de
1877. No entanto, foi J. Bjerknes em 1969 que explicou melhor o
mecanismo do "ajuste" entre oceano e atmosfera.
     O El Niño mais forte deste século ocorreu entre 1982 e 1983. Deixou um
saldo negativo de 30 mil desabrigados e 2 mil mortos pela fome, devido
às secas e enchentes. O prejuízo total foi superior a 8 bilhões de
dólares.
     Nos anos de ocorrência do El Niño, há escassez de nutrientes devido ao
aquecimento das águas da costa do Peru e Equador, prejudicando a
indústria pesqueira local e interferindo na fauna das ilhas Galápagos.
     Cientistas apontam a propagação de epidemias e surtos de doenças como
cólera, malária e dengue durante o fenômeno. O ciclo do El niño não é
regular: ocorre em períodos que têm variado de 3 a 5 anos.
     Por se tratar de "ajuste" entre a atmosfera e o oceano, o El Niño
também apresenta fases de águas mais frias do que o normal, conhecidas
como o fenômeno La Niña.